quinta-feira, 5 de junho de 2008

Sou uma pastilha elástica (2)

de José Guilherme Silva Moreira 5ºA Nº13

Sou uma pastilha elástica, mas também há quem me trate por chiclet. Eu gosto mais de pastilha elástica, mas esperem… se calhar gosto mais de chiclet, não sei.
Vou contar a minha história até chegar aqui, sabem onde? Ao bolso de um chavalo chamado Ricardo Carvalho. Bem, até é um bom rapaz, mas para um miúdo de 11 anos é muito alto. Ah, um defeito que ele tem, é que tem um pouco a mania de se sentar com as pernas numa espécie de X, o que me aperta um pouco. Mas agora vamos voltar a mim. Eu sou baixa, achatada e sou de tutti frutti, mas sou uma chiclet, ou uma pastilha elástica, feliz. Mas nem sempre fui uma pastilha elástica. Eu nasci no intestino de um peixe que, quando obrou, fez-me vir à tona da água e fui levada numa rede de pesca e depois atirada a uma selva onde um javali me trepou e eu fiquei colada à pata dele. Depois do javali andar quilómetros, o que para mim não foi nada agradável, caiu num pequeno vulcão e ficou em cinzas e eu fiquei a boiar na lava. 50 anos depois, o vulcão entrou em erupção e… PUUUMMM!!! lá fui eu a voar até à Oceânia, onde apareceram 7 cangurus que me desafiaram para uma luta de boxe. Eu aceitei, mas não sei se foi boa ideia. À 37ª ronda já estava todo roto e quando eles se estavam a rir de mim, uma girafa que estava a assistir empurrou-me para dentro da boca de um deles. Quando ele fez as suas necessidades eu saí e fiquei lá no meio das fezes. Uns 10 anos mais tarde, vieram alguns humanos que me levaram no meio das fezes para me venderem como estrume. O estrume foi exportado para Portugal e espalhado num campo de batrafos (uma espécie de batatas com sabor a ovos podres) e fui trepado por 20 cabras, 7 galinhas e 4 vacas. Um dia fui numa roda de tractor até Lisboa. Bem pensei que era o meu fim – milhares de carros, motas, camionetas, pessoas, animais, homúnculos… mas, de repente, um homem apanhou-me e guardou-me… bem, até eu achei nojento, mas ele é que sabe. Mais tarde, dei comigo numa fábrica, onde me puseram muito mais bonita e cheirosa. Fui posta num quiosque e agora aqui estou no bolso deste puto.

P.S.: Quando comprarem uma chiclet, ou uma pastilha elástica, vocês é que sabem, mas eu perguntava-lhe onde nasceu e por onde passou até chegar aqui.

3 comentários:

maria de lurdes tteixeira da mota disse...

este texto é muito fixe. Eu gostei muito.José guilherme tens muito jeito para a escrita. Contino-a a escrever.

ana cristina lopes de sousa disse...

o texto é famtastica se comtinuar assim vai ser 1 poeta de textos

Anónimo disse...

adorei este texto comtinua assim

axx:Beatriz 6ºH